"É
preciso
esquecer-se, esquecer a máquina... estar vivo e olhar. É o único
meio de expressão do instante. E para mim só o instante
importa... e é por isto que adoro , não diria a fotografia....mas
a reportagem fotográfica, ou seja, estar presente, participar,
testemunhar, com a alegria da composição e evitar a
anedota. Ao mesmo tempo, não podemos ficar esperando pela
grande fotografia. Há muito o que descascar. É um presente
que lhe é oferecido, mas é uma ação do
acaso e é preciso tirar proveito dele... ele existe. É a
vida, e ao mesmo tempo, a morte... porque desaparece, acaba. Há algo
de mórbido na fotografia. Não é raro uma foto
que possamos olhar por mais de um instante que passe uma emoção".
"Fotografar...É colocar na mesma linha de mira, a cabeça, o olho
e o coração".